A escolha entre medicamento genérico, original ou similar é uma dúvida comum entre os consumidores e depende de vários fatores, como preço, eficácia e necessidade de tratamento. 

Enquanto os medicamentos originais são desenvolvidos por laboratórios com inovações exclusivas, o medicamento genérico é uma alternativa econômica que possui a mesma eficácia. Já os similares são semelhantes aos originais, mas podem variar em relação às características.

Por isso, entender a diferença entre os medicamentos genéricos, originais e similares não é apenas uma questão de economia, mas também de saúde e bem-estar. 

Escolher a melhor opção de acordo com sua realidade pode ser uma forma eficaz de contribuir para uma vida mais saudável.

Hoje vamos abordar o que diferencia o medicamento genérico, as vantagens de cada opção, entre outras informações importantes. Continue lendo e aprenda a fazer escolhas seguras e conscientes.

O que é um medicamento original?

Os medicamentos originais, também chamados de medicamentos de referência, são produtos inovadores desenvolvidos a partir de pesquisas científicas inéditas. 

Eles introduzem novas substâncias ativas no mercado e são protegidos por patentes que garantem exclusividade de fabricação por um período.

Esses medicamentos passam por anos de testes clínicos para comprovar segurança, eficácia e qualidade. Por esse motivo, o custo dos originais tende a ser elevado, refletindo o investimento em pesquisa e desenvolvimento.

São amplamente utilizados para o tratamento de doenças complexas ou condições em que não existem alternativas anteriores. Após o vencimento da patente, é possível que outros laboratórios fabriquem versões genéricas ou similares.

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O que é um medicamento genérico?

O medicamento genérico é uma versão equivalente ao original, criada após a expiração da patente do medicamento de referência. Ele possui a mesma fórmula, concentração de princípio ativo, forma de administração e efeito terapêutico.

O principal atrativo do medicamento genérico é o preço acessível, já que não demanda novos testes clínicos. No Brasil, são rigorosamente regulamentados pela Anvisa e são facilmente reconhecidos pela embalagem com a tarja amarela e a letra “G”.

Além de economicamente vantajoso, o medicamento genérico é amplamente prescrito por profissionais de saúde e têm contribuído para a democratização do acesso a tratamentos de qualidade.

O que é um medicamento similar?

Os medicamentos similares, assim como o medicamento genérico, surgem após a perda da patente do medicamento original. 

No entanto, diferem ligeiramente em aspectos como cor, sabor ou excipientes (substâncias não ativas que ajudam na formulação).

Apesar dessas diferenças com o medicamento genérico, os similares também passam por testes de bioequivalência para comprovar que possuem a mesma eficácia e segurança que o original.

Desde 2003, a legislação brasileira exige que esses medicamentos sejam submetidos aos mesmos padrões rigorosos de qualidade dos genéricos.

Com marcas próprias e preços intermediários, os similares são uma opção confiável e amplamente disponível no mercado.

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Comparando medicamentos: genéricos, originais e similares

Cada tipo de medicamento possui características específicas que atendem a diferentes necessidades e perfis de consumo. A tabela abaixo resume os principais aspectos:

CritérioOriginalGenéricoSimilar
PreçoAltoBaixoIntermediário
RegistroExclusivo (patente)Pós-patentePós-patente
ComposiçãoInovadoraIgual ao originalIgual ao original
ApresentaçãoMarca reconhecidaSem marcaMarca registrada

Quando usar cada tipo de medicamento

Confira a seguir os principais usos para cada tipo de medicamento, de acordo com o que vemos no mercado. Mas antes, um lembrete: independentemente do tipo de medicamento escolhido, é essencial seguir a orientação médica e considerar suas necessidades individuais ou a do paciente.

Medicamento original

  • Indicado em casos de doenças graves ou complexas, especialmente quando não há alternativas disponíveis.
  • Ideais para pacientes que precisam de inovação ou terapias exclusivas desenvolvidas pela indústria farmacêutica.

Medicamento genérico

  • Mais usado em tratamentos contínuos, como controle de hipertensão, diabetes ou colesterol, devido ao menor custo.
  • Muito procurados por quem deseja economia sem abrir mão da eficácia terapêutica.

Medicamento similar

  • Alternativa para quem busca opções com características como sabor ou formato diferenciado.
  • Comumente utilizados em substituição aos genéricos ou originais, desde que autorizado pelo médico.
Diversos remédios diferentes em um fundo roxo ilustrando o medicamento genérico

Qual tipo de medicamento é melhor escolher

Medicamento genérico ou similar? 

Ao escolher entre medicamento genérico e similar, considere o seguinte: ambos possuem a mesma substância ativa e eficácia comprovada. 

A principal diferença é que o genérico deve seguir os padrões da Anvisa, enquanto o similar pode ter pequenas variações, como excipientes ou forma de apresentação. 

O genérico tende a ser mais acessível, enquanto os similares podem oferecer opções específicas que agradam ao paciente em termos de sabor ou formato. A escolha deve ser orientada por seu médico, que avaliará a melhor opção para o seu tratamento.

Medicamento original ou similar?

Ao escolher entre medicamento original e similar, considere que ambos possuem a mesma substância ativa e eficácia terapêutica, mas o medicamento original é exclusivo, com formulação patenteada, enquanto o similar pode ter diferenças em excipientes ou apresentação. 

A decisão deve ser feita com base na orientação médica, levando em conta a necessidade clínica.

Medicamento genérico ou original?

A escolha entre medicamento original e genérico depende de alguns fatores. 

O medicamento original é o primeiro a ser lançado no mercado, com uma formulação patenteada e um valor mais alto. Já o genérico possui o mesmo princípio ativo, dose e efeito terapêutico, mas com um preço mais acessível. 

Ambos são igualmente eficazes e seguros. A decisão geralmente envolve preço, mas sempre deve ser feita com a orientação do médico, que pode sugerir a melhor opção para o tratamento.

Como decidir entre o medicamento genérico, similar ou original?

A decisão entre optar por um medicamento genérico ou original envolve a análise de fatores que vão além do custo, já que ambas as opções possuem suas vantagens dependendo da situação. Aqui estão aspectos importantes a considerar:

Prescrição médica

Sempre consulte seu médico. Em alguns casos, ele pode prescrever um medicamento original devido a características específicas, como um excipiente exclusivo ou a necessidade de um tratamento de última geração. 

Por outro lado, para condições já bem estabelecidas, o genérico frequentemente é uma recomendação segura e econômica.

Eficácia e segurança

Os medicamentos genéricos são rigorosamente avaliados para garantir a mesma eficácia, segurança e qualidade do medicamento original. 

No entanto, em casos onde a individualidade do paciente seja crucial — como alergias a excipientes —, o médico pode indicar o original ou recomendar um similar com formulação ajustada.

Orçamento disponível

O preço é um dos maiores diferenciais entre genéricos e originais. O medicamento genérico, por não demandar o alto custo de pesquisa e desenvolvimento, costuma ser significativamente mais acessível. Isso o torna a opção ideal para tratamentos contínuos ou de longo prazo, garantindo economia sem comprometer a qualidade.

Preferência e disponibilidade

Alguns consumidores preferem marcas consolidadas por questões de confiança, enquanto outros buscam o custo-benefício

A disponibilidade na farmácia também pode ser um fator decisivo, já que genéricos são amplamente distribuídos, enquanto alguns medicamentos originais podem ser difíceis de encontrar em locais mais remotos.

Tratamentos inovadores

Os medicamentos originais, por serem inovadores, são mais indicados para condições novas ou complexas que demandam soluções inéditas. Nesse caso, a escolha pelo original pode ser essencial para garantir o tratamento adequado.

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Vantagens de cada tipo de medicamento 

Reunimos a seguir as vantagens de cada tipo de medicamento e reforçamos: é sempre recomendado consultar um médico. Afinal, cada tipo de medicamento tem suas vantagens dependendo da situação e da necessidade do paciente. O médico é a pessoa mais indicada para orientar sobre tratamentos de saúde.

Medicamento original

  • Inovação e exclusividade: desenvolvido primeiro no mercado, com formulação patenteada.
  • Garantia de eficácia: testado extensivamente para comprovação de sua eficácia.
  • Controle de qualidade: fabricação com altos padrões de controle.

Medicamento genérico

  • Custo mais baixo: oferece uma alternativa acessível ao medicamento original, mantendo a mesma eficácia.
  • Aprovação regulamentada: passa por rigorosos testes de equivalência e qualidade pela Anvisa.

Medicamento similar

  • Preço competitivo: geralmente mais barato que o original, com algumas variações de composição.
  • Variedade: pode oferecer formas farmacêuticas ou excipientes que agradam mais ao paciente.

Mitos e verdades sobre a diferença entre medicamento genérico, original e similar

A discussão sobre medicamentos originais, genéricos e similares é cercada por informações nem sempre precisas. Por isso, é importante saber se:

É perigoso tomar remédio genérico

Mito. Tomar medicamentos genéricos é seguro e o Ministério da Saúde, por meio da Anvisa, garante que eles tenham o mesmo padrão de qualidade dos medicamentos de referência (os “de marca”).

Medicamentos genéricos são menos eficazes

Mito. Os genéricos têm a mesma substância ativa, dose e efeito terapêutico do original. Eles passam por testes rigorosos que garantem sua qualidade.

Medicamentos similares são inseguros

Mito. Desde 2003, os similares também devem comprovar bioequivalência e eficácia, assim como os genéricos.

Medicamentos originais são sempre melhores

Parcialmente verdade. A vantagem dos originais está na inovação, mas, após o vencimento da patente, genéricos e similares oferecem tratamentos igualmente eficazes.

O preço baixo do genérico indica qualidade inferior

Mito. O preço reduzido está ligado à ausência de custos com pesquisa e desenvolvimento, e não à sua eficácia ou segurança.

Os similares têm diferenças significativas no efeito terapêutico

Mito. As diferenças nos similares são em cor, sabor ou excipientes, mas o princípio ativo é o mesmo, garantindo eficácia.

Não é preciso de receita médica para comprar genérico

Parcialmente verdade. Para comprar um antibiótico, um anti-inflamatório mais forte ou um remédio controlado, o farmacêutico exigirá a receita médica. Já remédios para dor de cabeça leve, febre ou má digestão podem ser comprados sem receita.

É possível trocar um medicamento de marca por um genérico

Verdade. A substituição pode ser feita pelo farmacêutico no momento da compra. A exceção é quando o médico escreve explicitamente na receita que não autoriza a troca (algo como “não aceito medicamento genérico” ou “não substituir”).

Efeitos colaterais do medicamento genérico, original e similar

A melhor forma de escolher um medicamento que traga bons resultados e menos efeitos colaterais é considerar a individualidade de cada organismo, sempre com orientação médica. 

Então, é preciso avaliar histórico de saúde, uso de outros remédios e até características pessoais, como idade e possíveis alergias, antes de definir o tratamento mais indicado.

Os efeitos colaterais podem estar relacionados não só ao princípio ativo, mas também aos excipientes, ou seja, as substâncias usadas na fabricação do medicamento, como corantes, conservantes ou adoçantes. 

Então, é comum que pessoas sensíveis a algum desses componentes apresentem reações adversas que vão desde desconfortos leves até sintomas mais sérios, como alergias respiratórias ou cutâneas. 

Por isso, ler a bula com atenção e relatar qualquer histórico de intolerância ao médico ou farmacêutico é indispensável.

Outro ponto relevante são as interações medicamentosas. Pacientes que utilizam diferentes tipos de remédios ao mesmo tempo precisam de acompanhamento profissional para evitar que um interfira na ação do outro ou potencialize reações adversas. 

Isso é ainda mais importante em tratamentos contínuos para condições como hipertensão, diabetes ou depressão, em que é necessário o uso regular do medicamento.

Algumas medidas que ajudam a reduzir riscos e tornar o tratamento mais seguro são:

  • consultar sempre o médico antes de iniciar ou trocar um medicamento;
  • informar sobre reações adversas anteriores;
  • verificar a presença de excipientes na fórmula;
  • seguir corretamente a posologia prescrita;
  • observar a resposta ao tratamento e relatar sintomas inesperados.

No fim, a escolha do medicamento ideal é um equilíbrio entre segurança, custo e conveniência, mas principalmente entre a forma como cada pessoa responde ao tratamento. 

Para apoiar esse processo, o teste farmacogenético da GnTech pode trazer informações adicionais sobre como o corpo reage a diferentes fármacos e auxiliar os médicos na definição de estratégias mais personalizadas.

Assim, ele contribui para minimizar efeitos colaterais e promover saúde e bem-estar de maneira individualizada. Ficou interessado? Veja como a farmacogenética pode transformar a sua saúde mental com o teste farmacogenético da GnTech.

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Perguntas frequentes sobre os tipos de medicamento

Medicamento genérico é confiável?

Sim. Os genéricos passam por testes rigorosos e precisam comprovar que têm o mesmo efeito do medicamento original.

Como identificar um medicamento genérico?

A identificação é visual e padronizada em todas as farmácias:
A letra “G”: a embalagem obrigatoriamente traz uma letra “G” maiúscula e estilizada, geralmente dentro de uma faixa amarela.
O nome: diferente dos medicamentos de marca, o genérico não tem um nome fantasia (como “Tylenol”). O nome que aparece na caixa é o do princípio ativo (como “Paracetamol”).
Frase obrigatória: abaixo do nome do princípio ativo, deve constar a frase: “Medicamento Genérico – Lei nº 9.787, de 1999”.

Qual a principal diferença entre medicamento genérico e original?

A principal diferença é a marca e o preço. O genérico não tem nome comercial e costuma ser mais barato, mas tem o mesmo princípio ativo e eficácia.

Medicamento similar funciona igual ao original?

Sim. Os similares aprovados atualmente precisam comprovar equivalência terapêutica, garantindo que funcionam da mesma forma no organismo.

Medicamento genérico faz o mesmo efeito do original?

Sim. Por lei, o medicamento genérico deve apresentar a mesma eficácia terapêutica que o medicamento de referência (o “de marca”). Para ser aprovado pela Anvisa, ele passa por testes de bioequivalência, que garantem que a quantidade de princípio ativo absorvida pelo corpo e a velocidade dessa absorção sejam as mesmas do original.

Todos são aprovados pela Anvisa?

Sim. Medicamentos genéricos, similares e de referência precisam de aprovação da Anvisa para serem comercializados.

Todos os medicamentos de marca têm um genérico correspondente?

Não. Para que um genérico exista, a patente do medicamento de referência precisa ter expirado.
Quando um novo remédio é lançado, o laboratório que o desenvolveu tem exclusividade de venda por um determinado período (geralmente 20 anos) para recuperar o investimento.
Somente após o fim desse prazo é que outros laboratórios podem produzir a versão genérica. Além disso, alguns medicamentos muito específicos ou complexos podem ainda não ter interessados em produzir a versão genérica.

Por que os genéricos podem custar mais barato?

Eles são mais baratos (geralmente pelo menos 35% a menos) porque os fabricantes de genéricos não precisam investir em:
Pesquisa e desenvolvimento: o laboratório original já gastou anos e milhões para descobrir a fórmula.
Marketing e propaganda: não há gastos com grandes campanhas publicitárias ou visitas a médicos, já que o foco é o princípio ativo que já é conhecido no mercado. Com esses custos reduzidos, as empresas conseguem repassar a economia para o consumidor.

Posso comprar um genérico com a receita original?

Sim. Você pode apresentar a receita onde consta o nome do medicamento de marca e solicitar ao farmacêutico a substituição pelo genérico correspondente. A legislação brasileira permite essa troca, desde que o médico não tenha registrado na própria receita, de forma manuscrita, que a substituição não é autorizada. O farmacêutico é o profissional habilitado para orientar essa troca com segurança na hora da compra.