Nos últimos anos, os medicamentos para obesidade e diabetes tipo 2 passaram por uma verdadeira revolução. Tratamentos como Ozempic®, Wegovy® e Mounjaro® mudaram a forma como médicos e pacientes encaram a perda de peso, trazendo resultados que antes eram difíceis de alcançar apenas com dieta e atividade física.

Agora, uma nova medicação vem chamando a atenção da comunidade científica: a Retatrutida.

Desenvolvida pela Eli Lilly, a retatrutida é considerada uma das maiores promessas da nova geração de tratamentos para obesidade por atuar simultaneamente em três mecanismos metabólicos diferentes.

Os resultados observados nos estudos clínicos despertaram o interesse de especialistas do mundo inteiro, especialmente pelo potencial de promover perda de peso significativa e melhorar diversos indicadores de saúde metabólica.

Mas afinal, o que é a Retatrutida? Como ela funciona? Ela já foi aprovada pela Anvisa? Quando poderá ser comercializada no Brasil? E quais as diferenças em relação ao Mounjaro e ao Wegovy?

Neste guia completo, você encontrará respostas atualizadas para as principais dúvidas sobre a Retatrutida.

Injeção de retatrutida

O que é a Retatrutida e por que ela está gerando tanta expectativa?

A retatrutida é um medicamento experimental desenvolvido pela Eli Lilly para o tratamento da obesidade, do sobrepeso associado a doenças metabólicas e do diabetes tipo 2.

Ela pertence a uma nova geração de medicamentos conhecidos como agonistas hormonais, que atuam diretamente nos mecanismos responsáveis pelo controle da fome, do metabolismo energético e dos níveis de glicose no sangue.

O grande diferencial da Retatrutida é sua atuação simultânea em três receptores metabólicos:

  • GLP-1 (Peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1);
  • GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose);
  • Glucagon.

Por essa razão, ela é frequentemente chamada de agonista triplo.

Enquanto medicamentos como Ozempic e Wegovy atuam apenas sobre o receptor GLP-1, e o Mounjaro atua nos receptores GLP-1 e GIP, a Retatrutida adiciona uma terceira via de ação metabólica por meio do receptor de glucagon.

Essa combinação pode potencializar não apenas a redução do apetite, mas também o gasto energético do organismo e a utilização de gordura corporal como fonte de energia.

Os resultados preliminares observados nos estudos clínicos foram tão expressivos que muitos especialistas já consideram a Retatrutida uma das terapias mais promissoras para o tratamento da obesidade na próxima década.

Para que serve a Retatrutida?

A Retatrutida está sendo estudada principalmente para o tratamento de condições associadas ao excesso de peso e às alterações metabólicas.

Entre as principais aplicações avaliadas pelos estudos clínicos estão:

  • obesidade;
  • sobrepeso associado a comorbidades;
  • diabetes tipo 2;
  • resistência à insulina;
  • síndrome metabólica;
  • doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica (MASLD);
  • apneia obstrutiva do sono;
  • artrose de joelho relacionada ao excesso de peso.

O principal objetivo do medicamento é promover uma redução significativa do peso corporal de forma sustentável, ao mesmo tempo em que melhora indicadores metabólicos importantes para a saúde.

Além da perda de peso, pesquisadores observaram benefícios relacionados a:

  • redução dos níveis de glicose no sangue;
  • melhora da sensibilidade à insulina;
  • diminuição da circunferência abdominal;
  • melhora do colesterol e triglicerídeos;
  • redução da gordura hepática;
  • melhora da pressão arterial.

Esses resultados ajudam a explicar por que a Retatrutida vem sendo considerada uma possível evolução em relação aos tratamentos atualmente disponíveis.

Como a Retatrutida atua nos receptores GLP-1, GIP e glucagon

Para entender o potencial da Retatrutida, é importante compreender como ela atua no organismo.

O medicamento foi desenvolvido para ativar simultaneamente três receptores metabólicos que desempenham funções complementares no controle do peso e da glicose.

GLP-1: redução do apetite e maior saciedade

O GLP-1 é um hormônio naturalmente produzido pelo intestino após as refeições.

Quando ativado, ele:

  • aumenta a sensação de saciedade;
  • reduz a fome;
  • desacelera o esvaziamento gástrico;
  • auxilia no controle da glicemia.

Esse é o mesmo mecanismo explorado por medicamentos como Ozempic e Wegovy.

Na prática, o paciente tende a sentir menos fome ao longo do dia e consegue reduzir naturalmente a ingestão calórica.

GIP: melhora do controle metabólico

O GIP atua diretamente na regulação da glicose e na resposta da insulina.

Quando estimulado, ele:

  • melhora a utilização da glicose pelo organismo;
  • auxilia no controle do diabetes tipo 2;
  • potencializa os efeitos do GLP-1;
  • contribui para a perda de peso.

Essa é uma das razões pelas quais medicamentos como o Mounjaro têm apresentado resultados superiores aos observados com a semaglutida isoladamente.

Glucagon: aumento do gasto energético

O terceiro diferencial da retatrutida está na ativação controlada do receptor de glucagon.

Embora o glucagon seja tradicionalmente associado ao aumento da glicose sanguínea, quando utilizado de forma controlada ele também pode:

  • estimular o gasto energético;
  • favorecer a utilização de gordura corporal;
  • aumentar o metabolismo;
  • contribuir para uma perda de peso mais expressiva.

É justamente essa terceira via de ação que torna a Retatrutida única entre os medicamentos atualmente disponíveis.

Por que a combinação dos três mecanismos é considerada inovadora?

A maioria dos tratamentos para obesidade atua principalmente reduzindo o apetite.

A Retatrutida busca agir em diferentes etapas do metabolismo ao mesmo tempo.

De forma simplificada, o medicamento combina três benefícios importantes:

  1. Menor fome;
  2. Maior sensação de saciedade;
  3. Maior gasto energético.

Essa estratégia tem demonstrado resultados promissores nos estudos clínicos, especialmente em pacientes com obesidade moderada e grave, síndrome metabólica e resistência à insulina.

Além disso, pesquisadores acreditam que essa combinação possa oferecer benefícios adicionais para doenças frequentemente associadas ao excesso de peso, como diabetes tipo 2, gordura no fígado e apneia do sono.

Como usar o remédio?

A retatrutida é aplicada por meio de uma injeção, geralmente de uso semanal, de forma parecida com outros medicamentos para emagrecimento e diabetes, como o Ozempic e o Mounjaro.

Apesar de parecer simples, é importante destacar que a retatrutida é um dos remédios controlados mais procurados como tratamento para emagrecer. Sendo assim, para garantir que será recomendado somente para quem realmente necessita, o uso do medicamento só pode ser feito com prescrição médica.

Dessa forma, é preciso que seja feita uma consulta online para obter a receita para emagrecer. O profissional de saúde vai indicar a dosagem correta, a forma de aplicação e acompanhar os resultados, além de avaliar se o medicamento é realmente indicado para cada pessoa.

Assim como em outros tratamentos, a Retatrutida funciona melhor quando está associada a mudanças no estilo de vida, como uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios.

A Retatrutida pode ser uma aliada poderosa, mas não deve ser usada por conta própria. O acompanhamento médico é essencial para garantir segurança e bons resultados.

Retatrutida x Mounjaro: qual é melhor?

Cada caneta emagrecedora prescrita online possui seus benefícios. Tanto a Retatrutida quanto o Mounjaro (tirzepatida) fazem parte da nova geração de medicamentos para emagrecimento e controle do diabetes tipo 2. A diferença principal está na forma como cada um age no corpo. Mas a forma como usar cada caneta emagrecedora é muito similar.

  • O Mounjaro atua em dois receptores (GLP-1 e GIP), funcionando como um remédio para diminuir o apetite, ajudando a controlar a fome e o açúcar no sangue.
  • A Retatrutida, por outro lado, é considerada um agonista triplo, porque age em três receptores (GLP-1, GIP e glucagon). Isso significa que, além de atuar como um remédio para emagrecer rápido, controlar o apetite e a glicose, ela também pode aumentar o gasto de energia.

Em estudos iniciais, a retatrutida mostrou resultados ainda mais promissores na perda de peso quando comparada ao Mounjaro. No entanto, é importante lembrar que ela ainda está em fase de testes e não está disponível para uso amplo, como o Mounjaro já está em alguns países.

O Mounjaro já é uma opção aprovada em vários lugares e tem bons resultados como remédio para tirar o apetite. Já a Retatrutida pode ser ainda mais eficaz, mas ainda está em estudo e precisa passar por novas etapas antes de chegar ao mercado.

CaracterísticaRetatrutidaMounjaroWegovy
Princípio ativoRetatrutidaTirzepatidaSemaglutida
GLP-1SimSimSim
GIPSimSimNão
GlucagonSimNãoNão
Status AnvisaNão aprovadoAprovadoAprovado

Quanto custa a Retatrutida?

Atualmente não existe um preço oficial da Retatrutida no Brasil.

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Como o medicamento ainda não foi aprovado pelos órgãos reguladores, ele não está disponível para venda em farmácias ou canais autorizados.

Por esse motivo:

  • não há tabela oficial de preços;
  • não existem distribuidores autorizados;
  • não existe comercialização legal da substância para uso clínico.

Qualquer anúncio oferecendo Retatrutida para venda deve ser analisado com extrema cautela.

Medicamentos adquiridos por canais não autorizados podem apresentar riscos importantes, incluindo:

  • composição desconhecida;
  • falsificação;
  • armazenamento inadequado;
  • ausência de controle sanitário.

A recomendação é aguardar a aprovação oficial da Anvisa e sempre adquirir medicamentos apenas em estabelecimentos autorizados.

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Quais são os efeitos colaterais da Retatrutida?

Assim como acontece com outros medicamentos que atuam nos receptores GLP-1 e GIP, a Retatrutida pode causar alguns efeitos colaterais, especialmente durante as primeiras semanas de tratamento.

Na maioria dos casos, os sintomas são leves ou moderados e tendem a diminuir conforme o organismo se adapta à medicação.

Os efeitos adversos mais relatados nos estudos clínicos incluem:

  • náusea;
  • vômitos;
  • diarreia;
  • constipação intestinal;
  • desconforto abdominal;
  • sensação de estômago cheio;
  • diminuição do apetite;
  • refluxo ou azia em alguns pacientes.

Esses sintomas são semelhantes aos observados com outros medicamentos da mesma classe, como semaglutida e tirzepatida.

Em geral, a introdução gradual da dose ajuda a reduzir a intensidade desses efeitos.

Quais cuidados devem ser tomados durante o tratamento?

Embora os resultados observados sejam promissores, a Retatrutida exige acompanhamento médico adequado.

Antes de iniciar qualquer tratamento para obesidade ou diabetes tipo 2, é importante realizar uma avaliação completa do histórico clínico.

O médico poderá analisar fatores como:

  • doenças cardiovasculares;
  • histórico de pancreatite;
  • problemas renais;
  • doenças hepáticas;
  • uso de outros medicamentos;
  • presença de diabetes;
  • alterações hormonais que possam influenciar o peso.

Além disso, durante o tratamento é recomendável acompanhar regularmente indicadores como:

  • glicemia;
  • pressão arterial;
  • função hepática;
  • função renal;
  • evolução do peso corporal;
  • composição corporal.

O acompanhamento profissional contribui para aumentar a segurança do tratamento e maximizar os resultados.

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Quem pode se beneficiar da Retatrutida?

Embora a aprovação oficial ainda dependa da conclusão dos estudos clínicos, os resultados obtidos até o momento ajudam a identificar os perfis que potencialmente podem se beneficiar da medicação.

Os principais grupos avaliados incluem:

Pessoas com obesidade

Pacientes com IMC igual ou superior a 30 kg/m² representam um dos principais públicos estudados.

Nesse grupo, a Retatrutida demonstrou potencial para promover perdas de peso clinicamente relevantes e sustentáveis.

Pessoas com sobrepeso associado a doenças metabólicas

Pacientes com IMC acima de 27 kg/m² e condições associadas, como hipertensão, diabetes tipo 2 ou colesterol elevado, também vêm sendo avaliados nos estudos.

Pessoas com resistência à insulina

A melhora da sensibilidade à insulina observada em pesquisas preliminares sugere benefícios para pacientes com alterações metabólicas importantes.

Pessoas com síndrome metabólica

A síndrome metabólica combina fatores como:

  • obesidade abdominal;
  • hipertensão;
  • glicemia elevada;
  • colesterol alterado.

Por atuar em múltiplos mecanismos metabólicos, a Retatrutida pode se tornar uma ferramenta relevante para esse perfil de paciente.

Pessoas com gordura no fígado

Pesquisas em andamento também investigam os possíveis benefícios da medicação para indivíduos com doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica (MASLD).

Por que a Retatrutida está revolucionando o tratamento da obesidade?

Durante muitos anos, os tratamentos para obesidade apresentaram resultados limitados quando comparados às expectativas dos pacientes.

Nos últimos anos, entretanto, medicamentos como semaglutida e tirzepatida transformaram esse cenário.

A Retatrutida representa mais um passo nessa evolução.

O principal motivo é sua abordagem metabólica integrada.

Ao atuar simultaneamente sobre os receptores GLP-1, GIP e glucagon, o medicamento busca influenciar diferentes mecanismos relacionados ao ganho e à perda de peso.

Entre os benefícios observados até o momento estão:

  • redução significativa do apetite;
  • aumento da saciedade;
  • melhora do controle glicêmico;
  • maior gasto energético;
  • redução da gordura corporal;
  • melhora de fatores de risco cardiovascular.

Esse conjunto de efeitos explica por que a comunidade científica acompanha com tanto interesse os resultados dos estudos em andamento.

O que fazer até a aprovação da Retatrutida?

Embora a Retatrutida ainda não esteja disponível no Brasil, já existem opções aprovadas pela Anvisa para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.

Dependendo da avaliação médica, podem ser consideradas alternativas como:

  • semaglutida;
  • tirzepatida;
  • liraglutida;
  • outras estratégias clínicas individualizadas.

O tratamento ideal depende de diversos fatores, incluindo:

  • histórico de saúde;
  • grau de obesidade;
  • presença de diabetes;
  • objetivos do paciente;
  • possíveis contraindicações.

Por isso, a orientação médica continua sendo a forma mais segura de escolher a melhor estratégia para cada caso.

Perguntas frequentes

Qual o nome do remédio que a ANVISA liberou para emagrecer?

A semaglutida, presente em medicamentos como Wegovy®, Rybelsus®, Povitztra®, e a liraglutida, presente no Saxenda®, são alguns dos remédios que a Anvisa liberou para emagrecer. Todos têm receita médica retida, e a mesma exigência deve ser imposta à venda de Retatrutida. Para ter certeza de que o medicamento prescrito é seguro, é possível verificar a autenticidade do produto no sistema da Anvisa.

Qual é o emagrecedor mais potente do mundo?

É um equívoco acreditar que alguma das canetas emagrecedoras é o melhor remédio para emagrecer ou o mais potente. Afinal, cada substância possui ação própria e uma recomendação mais eficaz, que se aplica conforme o objetivo do tratamento. Por exemplo, alguns estudos indicam que o Mounjaro (tirzepatida) e o Wegovy (semaglutida) têm resultados melhores quando o tratamento é para perder peso. No caso da Retatrutida, sua ação é positiva para o controle do diabetes tipo 2. Por isso, o correto é ter orientação médica para escolher entre os medicamentos.

Qual é o melhor remédio para emagrecer?

Quem quer perder peso tem a preocupação sobre qual remédio é bom para emagrecer. A questão é que não existe um remédio para emagrecer que seja o indicado para todas as pessoas. Cada indivíduo é único e tem questões individuais de saúde que precisam ser consideradas na escolha do medicamento. É por este motivo que nem sempre o remédio para a obesidade, por exemplo, prescrito para uma pessoa terá o mesmo efeito ou será recomendado para outra. Sendo assim, somente o médico pode determinar qual é o melhor remédio para emagrecer para você, após avaliação das suas condições de saúde.

Qual remédio acelera o metabolismo?

Nenhum dos remédios que ajudam a emagrecer acelera o metabolismo especificamente. Todas, incluindo a Retatrutida, podem ter esse efeito no organismo, mas também reduzem o apetite e atuam no controle da glicemia. Então, é preciso entender, com uma consulta médica online, qual medicamento utilizar e como, para garantir um resultado e um tratamento seguros.

Como conseguir uma receita médica online?

Tem como conseguir uma receita para comprar o remédio mais recomendado para emagrecer, de forma segura e fácil. Aplicativos de telemedicina como o MediQuo oferecem a possibilidade de realizar uma consulta online com médicos que atendem em até 10 minutos após a confirmação da consulta. Depois de fazer a avaliação de saúde e a consulta online para emagrecimento, caso o profissional entenda que é necessário, prescreve a receita digital, que detém a mesma validade de um receituário entregue em uma consulta presencial. Basta apresentar a receita na farmácia para comprar o medicamento.

Quais serviços de telemedicina prescrevem tratamentos para perda de peso?

Há diferentes serviços de telemedicina que prescrevem tratamentos para perda de peso no Brasil. É preciso considerar os objetivos e a disposição para aguardar atendimento.Quem quer uma resposta rápida às dúvidas em saúde pode utilizar o aplicativo de telemedicina MediQuo, que oferece consultas avulsas por um valor acessível (R$ 69,90) e garante um atendimento médico em até 10 minutos após a confirmação da consulta.

*Traduzido de MediQuo Espanha.

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