A transição de carreira é um processo comum no mercado de trabalho atual e envolve mudanças significativas na trajetória profissional dos colaboradores. 

Seja por mudanças dentro da própria organização ou devido à necessidade de adaptação a novas demandas do mercado, a transição de carreira pode gerar estresse e impactar a saúde mental dos colaboradores.

Em tempos de automação, reestruturações organizacionais e novas exigências de habilidades, entender como o RH pode atuar para ser um facilitador e apoiador desse processo é fundamental. 

A saúde mental, muitas vezes negligenciada em momentos de mudança profissional, precisa ser prioridade para garantir o bem-estar do colaborador durante esses períodos de adaptação.

Continue lendo e saiba como o RH pode apoiar os profissionais durante a transição de carreira.

O que é transição de carreira

A transição de carreira é o processo de mudança que um profissional faz da sua ocupação, setor ou função atual para uma nova trajetória de trabalho.

Diferente de uma simples troca de emprego, onde as responsabilidades permanecem semelhantes, a transição envolve uma alteração significativa nas competências utilizadas, no ambiente de atuação ou até mesmo no propósito de carreira do colaborador.

Existem diferentes formas de vivenciar esse processo:

  • Transição interna: quando o profissional muda de área ou cargo dentro da mesma empresa (o chamado recrutamento interno ou upskilling).
  • Transição de setor: quando o profissional mantém sua função, mas migra para um mercado completamente diferente (ex: um analista financeiro que sai do setor bancário para o de tecnologia).
  • Mudança radical: quando há uma ruptura total com a formação anterior para buscar uma nova profissão ou o empreendedorismo.

Independentemente do modelo, a transição é marcada por uma fase de reaprendizado. É um momento em que o profissional sai de sua zona de conforto e enfrenta o desafio de desenvolver novas hard e soft skills.

Por ser um período de incertezas, ela não é apenas uma mudança técnica, mas também uma jornada emocional que exige resiliência e suporte adequado.

Por que as pessoas decidem mudar de carreira

A decisão de mudar de profissão raramente acontece da noite para o dia. Geralmente, ela é o resultado de uma combinação de fatores externos (mercado) e internos (psicológicos). Compreender essas motivações ajuda o RH a identificar tendências de turnover e a oferecer um suporte mais assertivo.

Entre os principais motivos, destacam-se:

Busca por propósito e satisfação

Muitos profissionais chegam a um ponto de saturação onde o trabalho atual não faz mais sentido pessoal. A busca por uma carreira que esteja alinhada aos seus valores e paixões é um dos maiores motores de transição de careira hoje.

Busca por melhores salários e benefícios

O fator financeiro continua sendo relevante. Quando sente estar estagnado ou com pouca perspectiva de crescimento, o colaborador tende a olhar para possibilidades que parecem ser mais interessantes.

Equilíbrio entre vida profissional e pessoal

A exaustão e o Burnout fazem com que muitas pessoas busquem profissões que ofereçam mais flexibilidade, como modelos de trabalho remoto ou jornadas menos rígidas.

Novas demandas do mercado

Como mencionado anteriormente, a tecnologia extingue algumas funções enquanto cria outras. Muitos profissionais mudam de carreira por necessidade de sobrevivência, adaptando-se para não se tornarem obsoletos.

Estagnação na carreira

A falta de desafios ou de um plano de carreira claro dentro da organização atual pode levar o talento a buscar novos horizontes onde ele se sinta novamente estimulado a aprender.

Entender esses gatilhos é o primeiro passo para que a empresa possa realizar uma transição de carreira interna planejada, que preserve a saúde mental de todos os envolvidos.

O desafio da transição de carreira

A transição de carreira acontece, muitas vzes, em função das mudanças no mercado de trabalho, como a adaptação a novas funções e a aquisição de novas habilidades. 

A seguir exploraremos os principais obstáculos emocionais e profissionais que os colaboradores enfrentam e como o RH pode atuar para minimizar os impactos da transição.

Mudanças no mercado de trabalho

O cenário atual do mercado de trabalho está em constante transformação, com novos avanços tecnológicos, a automatização de processos e a necessidade de habilidades específicas.

Esses fatores estão levando muitas empresas a passarem por reestruturações ou a contratarem profissionais com competências mais alinhadas às novas demandas.

Essas mudanças, embora positivas do ponto de vista organizacional, podem ser um desafio para os colaboradores, que precisam se adaptar rapidamente a novas funções ou até mesmo enfrentar uma mudança de carreira.

Impacto no colaborador

Para o colaborador, a transição de carreira pode trazer insegurança e medo do desconhecido. As mudanças no ambiente de trabalho, aliadas à pressão para se adequar o mais rápido possível às novas exigências ou recomeçar em outra área, podem gerar uma grande carga emocional.

Papel do RH

O RH desempenha um papel essencial como suporte para saúde emocional no ambiente corporativo. Além disso, pode atuar como um mediador, auxiliando na transição e promovendo a saúde mental do profissional.

Outra maneira de o RH atuar é proporcionando ferramentas para que os colaboradores lidem com as mudanças de forma mais saudável, criando um ambiente de apoio psicológico e mental.

Uma pessoa escreve em um currículo como se estivesse se preparando para a transição de carreira, enquanto sua outra mão repousa sobre o teclado do laptop

Saúde mental durante a transição de carreira

A saúde mental durante mudanças profissionais é um fator relevante, pois transições de carreira podem afetar o bem-estar emocional. 

Durante uma transição de carreira, é comum que os colaboradores enfrentam desafios emocionais como síndrome do impostor e baixa autoestima. 

A insegurança e a ansiedade no trabalho diante do futuro profissional são sentimentos frequentes, que podem prejudicar o desempenho e até levar a crises de saúde mental.

A falta de suporte emocional durante esses períodos pode levar a uma redução de produtividade, aumento de absenteísmo e maior rotatividade

Colaboradores que não recebem o apoio necessário tendem a se sentir desmotivados, o que pode impactar negativamente tanto o indivíduo quanto a organização.

Por isso, a saúde mental precisa ser parte integrante de programas de bem-estar para empresas.

Oferecer suporte emocional durante a transição de carreira ajuda a preservar a saúde mental dos colaboradores, o que, por sua vez, melhora a produtividade e fortalece o engajamento com a organização.

Como o RH pode apoiar a saúde mental durante a transição de carreira

As principais estratégias que o RH pode adotar para proporcionar suporte emocional e garantir o bem-estar dos funcionários nesse momento desafiador são:

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Comunicação aberta

A comunicação aberta é um dos pilares da saúde emocional no ambiente corporativo durante a transição de carreira. 

Promover espaços em que os colaboradores possam compartilhar suas preocupações e sentimentos pode aliviar as tensões e ajudar a reduzir o estresse. O RH pode fomentar essa comunicação, criando canais de apoio e escuta.

Programas de suporte emocional

Investir em programas de suporte emocional, como psicoterapia e sessões de aconselhamento, é fundamental para que os colaboradores enfrentem as mudanças com mais confiança e tranquilidade.

O RH deve oferecer esses recursos como parte de uma estratégia de bem-estar, permitindo que os colaboradores acessem ajuda profissional sempre que necessário.

Treinamento de gestores

Gestores capacitados podem identificar sinais de sobrecarga emocional dos colaboradores e agir preventivamente. O RH pode promover treinamentos para que os líderes saibam como lidar com a saúde mental dos seus times, criando um ambiente de apoio e compreensão.

Flexibilidade e bem-estar

A flexibilidade no horário de trabalho e no formato das tarefas pode ser um grande aliado no apoio à saúde mental durante a transição. 

Oferecer opções de home office, jornadas flexíveis ou pausas para atividades de bem-estar ajuda a reduzir a sobrecarga e a promover um ambiente de trabalho mais saudável. O RH deve estar atento ao equilíbrio entre as demandas profissionais e o tempo pessoal dos colaboradores.

Apoio no desenvolvimento de novas habilidades

A transição de carreira muitas vezes envolve a necessidade de adquirir novas habilidades. O RH pode facilitar o processo, oferecendo treinamentos e programas de desenvolvimento profissional. 

Isso não só ajuda o colaborador a se adaptar às novas funções, mas também fortalece a confiança e autoestima, fatores essenciais para a saúde mental.

Promoção de um ambiente de trabalho positivo

O RH deve trabalhar para promover um ambiente de trabalho positivo e inclusivo, onde os colaboradores se sintam seguros para expressar suas preocupações e emoções. 

Incentivar a colaboração, o apoio mútuo e o reconhecimento das conquistas dos colaboradores durante a transição ajuda a reduzir o estresse e a criar uma atmosfera de apoio emocional.

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Exemplos práticos de transições de carreira de sucesso

Quando se trata de transição de carreira, muitas empresas têm reconhecido a importância de oferecer apoio aos colaboradores para garantir uma mudança mais tranquila, saudável e bem-sucedida. 

A seguir, destacamos alguns exemplos de empresas que implementaram práticas de apoio à saúde mental durante momentos de transição de carreira, com resultados positivos.

Google: programas de transição de carreira e saúde mental

O Google é um exemplo de empresa que tem investido fortemente na saúde mental de seus colaboradores durante as transições de carreira. 

Além de oferecer um ambiente de trabalho flexível e promover o bem-estar, o Google implementou programas de transição de carreira que incluem sessões de coaching e aconselhamento psicológico para ajudar os colaboradores a lidarem com os desafios emocionais dessa fase. 

O programa também inclui workshops sobre habilidades de enfrentamento do estresse, oferecendo suporte emocional contínuo.

Salesforce: suporte emocional e treinamento de habilidades

A Salesforce, uma gigante de software de CRM, oferece aos seus colaboradores programas de saúde mental, bem como suporte emocional durante as transições de carreira, quando um colaborador está se preparando para uma promoção ou mudança de função. 

A empresa fornece acesso a aconselhamento psicológico, coaching de carreira, além de programas de treinamento para o desenvolvimento de novas habilidades.

Deloitte: programa de bem-estar mental e transição de carreira

A Deloitte, uma das maiores consultorias do mundo, criou um programa abrangente para apoiar seus funcionários durante as transições de carreira, com ênfase na saúde mental. 

A empresa oferece apoio psicológico através de sessões de terapia, coaching de carreira e programas de mindfulness, com foco em ajudar os colaboradores a lidarem com a ansiedade e o estresse associados às mudanças no ambiente de trabalho.

Microsoft: suporte emocional e flexibilidade

A Microsoft adotou uma abordagem holística para apoiar seus colaboradores durante transições de carreira, oferecendo suporte psicológico, programas de coaching e workshops de habilidades emocionais

A empresa também oferece flexibilidade de horário e opções de home office para ajudar seus funcionários a equilibrar suas responsabilidades profissionais e pessoais durante os períodos de mudança.

MediQuo pode ser a estratégia secreta do RH no apoio à transição de carreira

O MediQuo é um aplicativo que oferece soluções de apoio emocional e psicológico, com foco especial no atendimento às necessidades das empresas e seus colaboradores. 

É uma ferramenta que pode servir como uma aliada valiosa para o RH no momento de transições de carreira, ajudando a garantir que os colaboradores recebam o suporte necessário durante esses períodos desafiadores.

Principais benefícios do MediQuo

  • Atendimento psicológico acessível e personalizado: o MediQuo oferece um atendimento psicológico focado nas necessidades de cada colaborador, com profissionais especializados e sessões personalizadas.
  • Disponibilidade 24/7: o aplicativo está disponível a qualquer momento, permitindo que os colaboradores recebam apoio emocional de forma contínua, sempre que necessário.
  • Integração com as estratégias de RH: o MediQuo pode ser integrada às estratégias de saúde e bem-estar da empresa, proporcionando uma abordagem mais completa para o cuidado emocional dos colaboradores.

A transição de carreira é um processo natural, mas que traz consigo desafios emocionais significativos. 

O RH, ao adotar uma postura de apoio e cuidado integral, pode minimizar os impactos negativos na saúde mental dos colaboradores, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Invista na saúde mental de seus times e descubra como o MediQuo pode transformar a forma como sua empresa lida com as transições de carreira.

O que falta saber sobre transição de carreira e saúde mental

Quando os colaboradores decidem fazer a transição de carreira?

A hora certa geralmente é sinalizada por um conjunto de fatores persistentes, e não apenas um dia ruim. Os principais sinais incluem:
desmotivação crônica: quando o trabalho não gera mais brilho nos olhos ou propósito.
Sinais físicos e mentais: Burnout, ansiedade constante ou estresse antes de começar a jornada de trabalho.
Estagnação: sentir que não há mais espaço para crescer ou aprender na função atual.
Mudança de valores: quando as prioridades de vida mudam (ex: busca por mais tempo com a família ou trabalho remoto) e a carreira atual não comporta essa nova realidade.

Como fazer a transição de carreira dos colaboradores da empresa?

Para o RH, o processo deve ser estruturado em quatro pilares:
1. Mapeamento: Identificar as competências atuais e as que precisam ser desenvolvidas (upskilling).
2. Plano de Desenvolvimento Individual (PDI): criar um cronograma de treinamentos e mentorias.
3. Apoio psicológico: utilizar aplicativos como o MediQuo para acolher as inseguranças do colaborador durante a mudança.
4. Acompanhamento: realizar reuniões de feedback frequentes nos primeiros meses da nova função para ajustar a rota.

Quanto tempo dura uma transição de carreira?

Não existe um prazo fixo, pois depende da complexidade da mudança. Uma transição interna para uma área correlata pode levar de 3 a 6 meses. Já uma transição radical (mudar de profissão totalmente) pode levar de 1 a 2 anos, considerando o tempo de formação e adaptação. O importante é respeitar o tempo de maturação emocional para evitar sobrecarga.

Quais aplicativos ajudam a organizar e planejar uma mudança de carreira?

LinkedIn: essencial para networking, cursos (LinkedIn Learning) e monitoramento de mercado.
Trello ou Notion: excelentes para criar quadros de estudos, metas de aprendizado e organizar o cronograma da transição.
Coursera e/ou Udemy: para aquisição de novas certificações técnicas.
MediQuo: para o suporte emocional e terapia online, garantindo que o planejamento estratégico seja acompanhado por equilíbrio mental.

Como o RH pode identificar se um colaborador precisa de uma transição interna antes que ele peça demissão?

Através de conversas de carreira (1:1s) e análise de desempenho. Se um talento apresenta queda na produtividade, mas mantém o perfil cultural da empresa, ele pode estar apenas saturado da função, sendo um forte candidato ao job rotation ou transição interna.

Quais são os principais erros cometidos durante uma transição de carreira?

Os erros mais comuns são a falta de planejamento financeiro, não investir em networking e, principalmente, negligenciar a saúde mental. Tentar mudar tudo de uma vez sem suporte psicológico pode gerar crises de ansiedade e fazer com que o profissional desista no meio do caminho.